segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Vejo o Porto com nevoeiro.
E vejo-o cambalear para o rio, uma imagem que criei ao vislumbrar todas aquelas velharias de casas, assentes sobre casas, que assentes sobre nostalgia. Mas o Porto é terra e rio, e de mãos dadas, vagueiam mar adentro, até onde o olhar alcança.
Vejo um Porto bêbedo.
Não o vejo, mas imagino, por todas aquelas ruas e vielas que tantos estudantes caíram na podridão do álcool. Que vida esta. Que cidade tão nobre.
Vejo o Porto como a Veneza portuguesa.
Não a Veneza dos pobres portugueses, mas a cidade das aspirações, da paixão, dos namorados. E lá vão eles rio abaixo de mão dada a contar os peixes que saltam e a perder a conta dos beijos que dão. É também o Porto, a Paris portuguesa.

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